
Estava há pouco na minha aula de Aprendizagem Motora e, num daqueles momentos de desconcentração absoluta, pensei que... aprendemos coisas que não têem muito que ver com a forma real das coisas. Pensei nisto, porque a professora deu um exemplo em relação à postura do treinador, dizendo que este deve fazer com que o aluno/criança perceba como tem que fazer e não se deve dizer "é assim que se faz". O professor/treinador deve mostrar o caminho, perguntar qual a melhor alternativa para determinada situação, dizer para o aluno pensar por si... Afinal o momento não foi de total desconcentração...
O que se passa fora da faculdade, é algo diferente do que se aprende aqui dentro. O que vejo do lado de fora é o oposto. Vejo pessoas que não sabem as particularidades de cada aluno que têem pela frente, vejo pessoas sem conhecimento e sem capacidade de liderança. Vejo pessoas que tratam crianças como adultos em miniatura. Vejo sistemas de competições dos adultos a serem aplicados aos mais novos. Não encontro diferenças significativas entre adultos e crianças.
É preciso não esquecer uma coisa muito importante. Quando se sujeitam as crianças a situações que não são as mais favoráveis para o seu desenvolvimento, isso pode gerar várias consequências, das quais, a falta de motivação e o abandono são para mim, as mais importantes. Isto pode acontecer, não só na modalidade em questão, mas em relação à prática desportiva no geral.
Solução para isto? Não há. Assim como não há solução para outros males do mundo. O que se diz por aí é que se cada pessoa fizer a sua parte com competência, talvez as coisas possam melhorar...

1 comentário:
Bem dito Maurito...grande reflexão...concordo com tudo o que disseste!!!
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