
As equipas partiram para o jogo como o mesmo sistema táctico, o 1-4-4-2 com os jogadores do meio-campo dispostos em losango. No Benfica jogaram: Quim, Nélson, Léo, Anderson, David Luiz, Petit, Katsouranis, Karagounis, Simão, Nuno Gomes e Miccoli. Quanto ao Porto: Hélton, Bosingwa, Fucile, Bruno Alves, Pepe, Paulo Assunção, Lucho, Raul Meireles, Jorginho, Quaresma e Adriano.
O Benfica jogou de forma diferente em relação aos outros jogos que tem vindo a efectuar. Deu espaço para o Porto circular a bola, não pressionando alto. Pressionou sempre em bloco no seu meio-campo defensivo. Houve momentos pontuais em que Nuno Gomes ou Miccoli pressionaram os defesas do Porto, mas isso não era regra da equipa.
O Porto entrou bem, teve a bola nos pés e quando não a tínha na sua posse fazía o que o Benfica não fazía: pressionava. Quando pressionava o Porto preocupava-se em pressionar os dois homens das faixas laterais Nélson e Léo, uma vez que se sabe que estes dois jogadores têm uma grande apetência para subir no terreno quando a equipa recupera a bola. Quaresma bloqueava a subida de Nélson enquanto Lucho fechava Léo. Mas a verdade é que uma vez ou outra Nélson e Léo lá subíam no terreno.
Pela minha cabeça surgiram algumas perguntas no decorrer da primeira parte, será que o Benfica está a ser dominado?, será que a entrega da posse de bola ao adversário não foi premeditada para aproveitar as transições rápidas?. Mas cedo percebi que a posse de bola não era consentida, uma vez que a maneira que o Benfica procurava sair para o ataque era muitas das vezes precipitada com passes longos ( longos demais ), procurando essencialmente a velocidade de desmarcação de Miccoli. O Benfica não teve sucesso, o que me levou a pensar que o Porto estava de facto a controlar a primeira parte, mesmo que circulasse a bola de forma meio tímida e lenta. A verdade é que progredía no campo e conseguía causar algumas dificuldades ao Benfica.
O Porto esteve bastante organizado na primeira parte e marcou de bola parada. Falta de Katsouranis, livre, erro de marcação de Anderson que se sentiu intimidado pelo aviso do árbitro, e golo de Pepe ( 41 minutos ). Antes disso o Porto tínha tido uma boa oportunidade por Adriano, mas Quim antecipou-se com grande qualidade. O lance mais perigoso do Benfica em toda a primeira parte foi num livre aos 38 minutos marcado por Petit. Muito pouco para quem precisava de ganhar o jogo.
Na segunda parte o Benfica entrou claramente melhor. Entrou com uma atitude claramente diferente e já com Rui Costa em campo que mexeu com o jogo... e de que maneira! Rui Costa trouxe uma maior dinâmica ao jogo do Benfica, quer com os seus passes em largura, quer em profundidade. Era agora o Benfica que asfixiava o Porto e colocava agora muitos jogadores na zona de finalização. Mas foi apenas nos últimos 15 minutos que as grandes oportunidades e o golo do empate surgiram. Derlei, Mantorras, Miccoli e Rui Costa tiveram oportunidades para marcar. Rentería, Lucho e até Anderson que entrou perto do fim também tiveram oportunidades para fazer golo para o Porto, mas o domínio do Benfica foi muito maior. O Benfica conseguiu desorganizar a estrutura do Porto e talvez tenha sido por isso que Jesualdo colocou Rentería para tentar travar o endiabrado Léo, ainda antes do Porto sofrer o golo do empate, uma infelicidade de Lucho que premiou a insistência do Benfica. Hélton apresentou-se em bom plano ao evitar alguns golos.

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