Mostrar mensagens com a etiqueta Vitória de Guimarães. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vitória de Guimarães. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, maio 01, 2007

Espinho Campeão!


Ao quarto jogo da final do Campeonato Nacional o Espinho sagrou-se Campeão! Venceu o Vitória de Guimarães por 3 jogos a 1, sendo que festejou o título em território alheio! Parabéns ao Grande Espinho que é uma referência no Voleibol Português.
Quando os jogadores fazíam a festa as imagens captam um senhor, que não era da equipa técnica nem era jogador, que diz: "Somos campeões (...), não é o Benfica, somos nós (...)". Porquê? Não basta ganhar? Não basta o sucesso da vitória? É preciso lembrar as equipas que se deixa para trás? Acho que quando se ganha é preciso mostrar classe. Não me refiro aos jogadores nem à equipa técnica. Simplesmente não gosto de ouvir comentários desse tipo.
Ganhou-se? Festeje-se a vitória! Celebre-se! Porque o mérito é do Espinho. O mérito é de quem ganha! É esse mérito que se tem que enaltecer. É preciso ter classe quando se ganha, mas acima de tudo... respeito. Respeito não só pelo adversário da final, mas por todos os outros. Mesmo que não mostrem respeito por nós há que mostrar que se ganhamos foi porque somos superiores. Ponto final.
A equipa do Espinho fez um grande jogo, mas gostava de enaltecer a inciativa do Hugo Gaspar no último set. Muito da recuperação na recta final do jogo se deu às suas bombas. Mas depois o Vitória tremeu nos últimos três pontos...

Mais uma vez... parabéns ao Espinho!

terça-feira, dezembro 19, 2006

Vai de mal a pior...


Norton de matos, mais um treinador despedido no processo de crise do Vitória de Guimarães. Este é apenas um caso em muitos outros que ocorrem com frequência no mundo do Futebol, mais concretamente no Português. Mas este caso chama-me particular atenção devido à história do Vitória e ao número de adeptos que o clube tem. Hoje em dia torna-se cada vez mais difícil manter um treinador num clube, devido às pressões externas que são exercidas. Senão vejamos, a Segunda Liga de Portugal é um campeonato extremamente competitiva, onde regra geral, os clubes que sobem são conhecidos na última jornada do campeonato. Mas não há paciência, porque pretendem-se resultados imediatos. A mentalidade é a de fazer tudo bem feito sem ter tempo para trabalhar. Essa ideia está, do meu ponto de vista, errada. Tudo bem que se está a falar de rendimento, mas é preciso tempo para que os resultados apareçam. Não se deve pensar que o treinador faz milagres, porque não faz. Se há uma coisa que um treinador de futebol precisa é de estabilidade e, por exemplo, Norton de Matos nunca teve essa estabilidade. E uma das razões são as pressões externas ( adeptos, imprensa, etc ). As pessoas pensam que só porque o Vitória tem a história que tem vai acabar em primeira lugar do campeonato da Segunda Liga. Errado! Há que adaptar à nova situação e perceber que se o Vitória desceu, por alguma razão será. Falta de organização talvez. O que está em causa aqui não é a subida ou não do Vitória. O treinador que entrar até pode ter sorte e conseguir ter bons resultados logo no início, mas esse já não será o treinador do Vitória daqui a duas épocas, seguramente. O que está em causa aqui é a mentalidade com que se encaram as situações. As direcções dos clubes têm que ser persistentes e apostar na continuidade, têm que ser coerentes e provarem porque é que contrataram treinador A, B ou C. Não podem ser como são: se os resultados não aparecem, muda-se o treinador e está feito. Isto é pensamento de treceiro mundo. Veja-se o Arsenal de Wenger ou o Manchester de Ferguson. Não ganham todos os anos, mas os treinadores mantém-se há largos anos. Quem é que está bem?

A mentalidade tem que mudar radicalmente em Portugal e nos restantes países de terceiro mundo.