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terça-feira, maio 29, 2007

Finalidade táctica na performance no futebol

Nota: não sei em que contexto foi tirada a fotografia, mas isso também não importa. A imagem serve apenas para ilustrar uma determinada forma, descontextualizada, através da qual se vê o Futebol.

Em vários estudos há conclusões inconstantes devido ao facto de não se considerarem as particularidades tácticas de forma clara. Contudo, vários investigadores notáveis alertam para a importância do estilo de jogo, posição / função do jogador ( imposições tácticas ). Portanto, a análise deve ser feita no contexto em que as acções ocorre, não fazendo sentido uma análise isolada dos factos.
Partindo da ideia que o importante não é o número de acções realizadas, mas sim a intensidade com que estas são realizadas, torna-se importante considerar o ritmo de jogo e saber que diferentes equipas têem diferentes formas de jogar, diferentes ritmos de jogo.
Dada a evolução da modalidade não se deve ignorar o facto do jogo reclamar cada vez mais inteligência. O ritmo tem vindo a aumentar com o passar dos anos e, cada vez mais, o jogador tem que se adaptar a essa situação e pensar cada vez mais rápido e bem. Dado o elevado ritmo de jogo, o jogador tem que ter uma boa leitura de jogo de modo a saber qual o momento certo para intervir. Se um jogador for lento, mas tiver boa leitura de jogo poderá chegar primeiro ao lance que um jogador que seja mais rápido.
Não parece fazer sentido que se trabalhem capacidades motoras ( força, resistência, flexibilidade, velocidade ) à margem do contexto táctico. É importante transpor isto para o treino e é preciso ter em conta a relação velocidade-precisão. Quanto maior a velocidade, mais difícil é ser-se preciso. Fulton pensa que treinar a velocidade elevada favorecerá a relação entre velocidade e precisão.
Seja qual for o tipo de deslocamento efectuado pelo jogador, qualquer que seja a intensidade ou o momento, isso acontece sempre em função das características do jogo ( aspectos tácticos ).
O autor acredita que os aspectos energético-funcionais não são substantivos, mas sim subsidiários e que só ganham sentido quando são enquadrados no contexto ( táctico ) que motivou a sua expressão।

Análise do artigo La prestazione energetico funzionale del calciatore da Revista Teknosport (Itália) 11: 18-27, 1999. Traduzido por Garganta, J.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

"sistema de jogo está englobado no modelo de jogo"


"A táctica ou sistema é apenas um desenho que se escolhe para uma equipa, de modo a que, a partir desse facto, [ela] seja erguida".


"O modelo de jogo é algo que construímos em função dos clubes que treinamos, da ideia de jogo que defendemos, do entendimento que existe do jogo, da cultura do clube, história e objectivos que tem, e o factor mais importante são as características dos jogadores, pois é com eles que vamos trabalhar".


"Em primeiro lugar, adapto o modelo aos jogadores; depois, procuro os jogadores para o modelo; e, depois sim, potencio os jogadores dentro desse modelo de jogo que defendo."


Frases de Paulo Bento, ontem, nas primeiras jornadas técnicas de futebol subordinadas ao tema "Estratega – o meu modelo de jogo".

Pequenas coisas como estas podem esclarecer muitas pessoas que acham que têem um modelo de jogo que é o 1-4-3-3, por exemplo. Isso não é o modelo. O modelo é o conjunto de princípios, sub-princípios e sub-princípios dos sub-princípios que o treinador quer para a sua equipa. O modelo de jogo é a forma que o treinador quer que a equipa jogue.

Pode também esclarecer aqueles que ainda nem começaram as suas carreiras e que pensam já ter um modelo definido. O modelo leva anos a construir... e nunca fica pronto. Está sempre sujeito a mudanças e constantes aperfeiçoamentos.